domingo, 27 de agosto de 2017

Rio de Janeiro tem o 100º policial militar assassinado neste ano

O sargento José Cavalcante e Sá foi o centésimo policial militar a morrer neste ano no Rio ao ser baleado na cabeça com um tiro de fuzil, na manhã deste sábado (26), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
As circunstâncias em que o sargento foi baleado parecem ser típicas do perfil de mortes de PMs no Estado: fora de serviço, no fim de semana e na Baixada Fluminense, região que tem o maior número dessas mortes. O policial não estava uniformizado quando foi baleado.

Ainda não está claro se ele estava de folga ou se ia ou voltava do trabalho. Tampouco se sabe o que motivou o assassinato.

Em 2017, o Estado teve um PM morto a cada dois dias. O número inclui 21 mortos em serviço, 59 em folga e 20 inativos, todos vítimas de ações violentas. Nesse ritmo, caminha em direção à assombrosa marca de 200 casos em um ano –o maior número foi atingido em 1994, quando morreram 227 policiais.

Essa matança de PMs no Rio chama mais a atenção se comparada a dados paulistas. O Estado de São Paulo registrou 22 policiais militares mortos de folga ou em serviço no primeiro semestre deste ano, sendo que a PM paulista tem quase o dobro do efetivo do Rio –87 mil agentes, ante 45 mil- e mais que o dobro da população –45 milhões de habitantes, contra 17 milhões.

Já os homicídios após oposição a intervenção policial aumentaram 45% neste ano no Rio. Foram 551 mortes por policiais no primeiro semestre de 2017, ante 400 no mesmo período do ano passado.

No Rio, as causas das mortes de PMs são variadas. São alvejados em serviço, andam armados em folga e reagem a assaltos, são identificados como policiais, mesmo de folga ou já aposentados, e acabam assassinados em seguida

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