sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Grampos relacionam Carlos Eduardo com esquema de corrupção na Semsur


Cerca de nove volumes de interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público estão aproximando o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), de irregularidades descobertas através da Operação Cidade Luz, deflagrada no mês passado no Rio Grande do Norte e que investiga o suposto desvio de até R$ 23 milhões na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos da capital (Semsur).

Segundo informações do Portal No Ar, em uma das interceptações feitas no dia que seriam abertas as licitações para a decoração natalina da cidade (11 de outubro de 2016), o então secretário da Semsur, Antônio Fernandes de Carvalho Júnior, ligou para o presidente da comissão de licitação da Secretaria Municipal de Obras (Semov), Raul Araújo Pereira. Quando o presidente atendeu, Antônio repassou o telefone para o prefeito Carlos Eduardo.

Na ligação feita exatamente às 9h08, Carlos Eduardo diz que o secretário chegou “a uma solução salomônica, pois a cidade não pode deixar de ligar essa decoração na primeira semana de novembro”. Em seguida, o prefeito avisa que Antônio irá se encontrar com Raul para passar informações adicionais.

Ainda no dia 11 de outubro, empresários investigados conversaram para fazer acertos, como no caso de Felipe Gonçalves, que informou a Maurício Guerra que estava indo conversar Antônio Fernandes. Às 8h, Sérgio Pignataro, então adjunto da Semsur, que também está sendo investigado, ligou para a chefe da unidade administrativa da pasta, Kelly Patrícia. Na conversa, ele avisou que chegaram a um “denominador comum” e afirmou que iria participar de uma reunião com empresários e o secretário Fernandes.

Por volta das 9h45, após encontrar com o prefeito Carlos Eduardo, Antônio ligou para Felipe Gonçalves e Allan Emanuel, solicitando um encontro no bairro de Petrópolis.

Em 13 de outubro, o Diário Oficial do Município divulgou o resultado das empresas que venceram a licitação, e nesta lista constam todas as empresas investigadas por suspeitas de fraudes no setor de iluminação pública de Natal e por superfaturar contratos. Mesmo contatado, o prefeito de Natal ainda não se manifestou sobre o assunto.

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