quarta-feira, 9 de março de 2016

Câmara aprova uso de medicamento sintético contra câncer

O plenário da Câmara decidiu esquecer a promessa de obstrução das pautas em defesa do debate sobre um medicamento sintético que pode tratar pessoas com câncer. O Projeto de Lei 4639/16 foi aprovado nesta terça-feira (8), e autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética aos pacientes com a doença mesmo antes da conclusão dos estudos realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O registro definitivo do medicamento junto ao órgão de fiscalização ainda não tem prazo para ser validado.


O intuito dos congressistas com a proposta de obstrução é pressionar o Supremo Tribunal Federal para que sejam analisados os recursos apresentados à decisão sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Dessa forma, o rito seria instalado no Congresso Nacional. Entretanto, a oposição aceitou votar o projeto depois de garantir que esta seria a única matéria a ser analisada.
O projeto foi elaborado pelo grupo de trabalho da fosfoetanolamina, que atuou no âmbito da comissão. Agora a matéria precisa ser analisada pelo Senado.


A fosfoetanolamina
A substância já existe no nosso organismo e age sinalizando as células cancerosas para que o nosso sistema imunológico possa achar, e remover, os corpos estranhos. Gilberto Orivaldo Chierice é professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), e coordenou estudos sobre a fosfoetanolamina sintética por mais de 20 anos. Ele explica que a fosfoetanolamina sintética é idêntica à produzida pelo corpo humano, só que em um alto nível de pureza e em grandes concentrações. Depois disso, são encapsuladas para serem tomadas via oral.


De acordo com o estudioso, mais de 1,5 mil estudos relacionados à substância já foram realizados. Os estudos começaram a ser desenvolvidos ainda na década de 90.

Do Portal Congresso em Foco

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