domingo, 19 de julho de 2015

Piloto da F1 Jules Bianchi morre nove meses após acidente no Japão

622_ea402aee-3fad-33de-b2c2-8e87bd5ba7a0A família de Jules Bianchi anunciou por meio das redes sociais o falecimento do piloto francês na noite desta sexta-feira. Bianchi estava internado desde 5 de outubro de 2014, quando sofreu um acidente no Grande Prêmio de Suzuka, no Japão. Foi a primeira morte de um corredor desde o brasileiro Ayrton Senna, em 1994.

Bianchi se encontrava no Centro Hospitalar Universitário de Nice, na França. “Jules lutou até o fim, como sempre fez, mas sua batalha terminou”, disse a família em comunicado, agradecendo posteriormente o tratamento dado pelo hospital e pelos médicos japoneses, além do apoio dos amigos, colegas e fãs do piloto.


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Nascido em 3 agosto de 1989, em Nice, Jules Bianchi foi campeão da Fórmula Renault 2.0 e da Fórmula-3. Em 2011, o francês entrou na Fórmula 1 para ser piloto de testes da Ferrari. Em 2013, ele foi contratado pela Marussia e permaneceu na equipe até a última temporada, quando acabou sofrendo o acidente fatal.

Seu carro acabou se chocando contra um trator, que retirava da pista o piloto Adrian Sutil, que havia se acidentado minutos antes. Bianchi ficou em coma por praticamente dois meses no Japão e depois foi transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Nice.

Seu quadro era de lesão axonal difusa, conhecida como DAI, ocorre quando o cérebro se move para trás, para frente ou para os lados do crânio de forma violenta, como ocorreu com o piloto francês no Japão. Com isso, as células nervosas que permitem funções neuronais normais são rompidas, o que leva a pessoa a ficar inconsciente. Mais de 90% das pessoas sofrem DAI ficam em estado de coma definitivo. Caso se recuperem, sequelas são como demência são comuns.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou suas conclusões sobre o acidente. O painel da entidade, composto por Emerson Fittipaldi e outros nove membros, acredita que o piloto da Marussia escapou na Curva 7 de Suzuka porque não reduziu suficientemente sua velocidade e ainda apontou uma falha em seu carro. A entidade ainda minimizou a presença do guindaste na área de escape da pista.

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