quinta-feira, 2 de julho de 2015

Falso empresário dá golpe em jovem, e vídeos de sexo vão parar na web

Comprovante de falso depósito usado para enganar mulheres no DF e convencê-las a filmar relações sexuais (Foto: TV Globo/Reprodução)A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um homem suspeito de convencer mulheres a se deixarem filmar em cenas de sexo mediante depósitos falsos de R$ 3 mil nas contas delas. Nos registros, feitos por meio do aplicativo dubsmash, o homem e as vítimas dublam o funk "Tava no fluxo". Três jovens já registraram ocorrência, mas pelo menos mais uma garota teve vídeos divulgados na web. Ouvido por um delegado, o homem confessou apenas um dos crimes.
De acordo com a polícia, ele pode ser indiciado por violação sexual mediante fraude, cuja pena vai de 2 a 6 anos de prisão, e por difamação, que tem pena de 3 meses a 1 ano de prisão.
As vítimas relatam que o suspeito se apresentava como um empresário rico e dizia estar em busca de jovens para trabalhar em um evento. O contato inicial ocorria por meio de redes sociais, às vezes intermediado por uma mulher que se identificava como a responsável por contratar as garotas.

Trecho de gravação feita por susposto autor de golpe contra mulheres no DF (Foto: Reprodução)Depois de elas aceitarem o convite, o homem ia ao banco e fazia o depósito sem colocar o dinheiro no envelope. Então, enviava o comprovante para as jovens e combinava de encontrá-las em casa para discutir os detalhes do evento.
Preferindo não se identificar, uma das vítimas contou ao G1 que foi demitida do trabalho depois que dois vídeos dela caíram em sites pornôs. A menina, que tem 18 anos e mora em Águas Claras, afirma que até a mãe dela recebeu as imagens.
"Estou 'queimada' na família. Ninguém quer andar comigo", relata. "Ele disse que trabalhava com engenharia, que era rico, que ia me dar muito dinheiro. O evento ia ser na próxima semana, em Goiânia."
De acordo com a jovem, o suspeito só deixou claro que pretendia fazer as filmagens ao subir para o apartamento dela e ameaçou agredi-la caso ela discordasse. A garota conta que topou o serviço, pelo qual receberia R$ 6 mil, por medo e por precisar do dinheiro.
"Tem homem que acha isso bonito, que diz que vai fazer também. [...] Ontem mesmo [o suspeito] falou que vai vir atrás de mim, que eu vacilei com ele [por denunciá-lo]", afirma.

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